O tal velho bandido
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Meus últimos dias sem você
Ultimamente não tenho conseguido dormir. As noites tem se tornado mais longas até que venha o alvorecer e exausto, outra vez eu esteja. De olhos fechados te encontro, sim, mas não é suficiente. Desde que partiu o tempo está ausente a meu coração, como se não mesmo existisse, vejo tudo parado, e desejando poder estar de novo ao seu lado permanecerei. É tão difícil se sentir completo estando só, tentar dormir sabendo que quando acordar não estarás aqui. Meu sol de cada manhã está triste e com ele eu tambem estou. Tenho sentido frio, mas ainda tenho sua coberta em minha cama, e junto dela teu cheiro, minha amada.
domingo, 16 de janeiro de 2011
Menina dos olhos de mel (part. 3 - Poesia és tu)
Bem querer dos meus dias
Ilustre inspiração
A quem devo tanta alegria
Razão de euforia
Senhora da minha canção
Rainha do meu samba
Luar das minhas madrugadas
Alvorada dos meus dias
Doce menina
Dona de olhos de mel
A quem devo tanto gosto
E quem tanto me completa
Quem tanto me orgulha
Quem tanto me alimenta a alma
Poesia és tu
Enquanto andas, enquanto vives
Por existir e ser
Por ser o que és
Poesia és tu
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Atrás da porta
Quando olhaste bem nos olhos meus
E o teu olhar era de adeus
Juro que não acreditei, eu te estranhei
Me debrucei sobre teu corpo e duvidei
E me arrastei e te arranhei
E me agarrei nos teus cabelos
Nos teu peito, teu pijama
Nos teus pés ao pé da cama
Sem carinho, sem coberta
No tapete atrás da porta
Reclamei baixinho
Dei pra maldizer o nosso lar
Pra sujar teu nome, te humilhar
E me vingar a qualquer preço
Te adorando pelo avesso
Pra mostrar que ainda sou tua
E o teu olhar era de adeus
Juro que não acreditei, eu te estranhei
Me debrucei sobre teu corpo e duvidei
E me arrastei e te arranhei
E me agarrei nos teus cabelos
Nos teu peito, teu pijama
Nos teus pés ao pé da cama
Sem carinho, sem coberta
No tapete atrás da porta
Reclamei baixinho
Dei pra maldizer o nosso lar
Pra sujar teu nome, te humilhar
E me vingar a qualquer preço
Te adorando pelo avesso
Pra mostrar que ainda sou tua
(Chico Buarque de Hollanda)
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Menina dos olhos de mel (part. 2)
Tanto procurei
Que acho ter achado
E mesmo que roubado
Um sonho conquistei
E muito abençoado
Acreditei
E quis estar apaixonado
Tanto quis que até forjei
Rosas pra te dar
Carinhos prometi
Ondas pra levar
E trazer um novo amor
E fiz-me acreditar
Tanto sonho pra sonhar
Depois que tanto procurei
Alguma forma de te achar
E quando destraído me encontrei
Percebi que estava lá
Mas não a princípio
Custei, e me custou um tanto
E quanto vale um pranto
Pra poder te conquistar
Se entanto o teu encanto
Que me envolve um manto
Vem do teu olhar
Palavras vão trazer
Depois vão te levar
Enquanto eu estiver
Perdido em teu olhar
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Não chore, menina
Ah, para com isso
Não chora
Não desperdice suas lágrimas comigo
Sabes que não vale a pena
Mas ainda assim insistes
Se arriscas demais
Não desperdice seu tempo comigo
Um bandido não sabe amar quando deve
E você sabe disso
Para de bobeira, menina
Olha pra mim, olha
Vem cá, deixa eu secar esse rosto
Não quero que chores por mim
Não quero que chores
Nem que percas seu tempo comigo
Sabes que não vale a pena
Que um velho bandido não vale
Nem um pranto derramado
Nem um carinho, nem mesmo um afago
Então não chora
Nem perca tempo comigo
Você se arrisca demais
Não sabes tu quanto pesa sofrer?
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Sem ritmo e sem volta
Eu esperei você voltar
Ancioso como quem espera um amor
E como quem espera pra sorrir
Eu fiquei atento
A todos os detalhes
E a todos os barulhos
Tudo que se movia
Eu esperei atento
Pois você disse que talvez voltasse
Um talvez pode ser até muito
Pra quem tanto quer
E nada obteve, senão ilusão
Sonhos que se vive acordado
Enquanto o peito aperta
O relógio trava, e o tempo volta
Regressa
Como se me fosse castigar
E castiga!
Me dilacera a alma e os nervos
Sufocado me encontro
Tentando uma vez mais gritar
Mas não consigo
Não consigo!
E sem escolhas permaneço
Com o coração saindo a boca
Sem ritmo, quase parando
E como quem espera pra sorrir
Eu esperei você voltar
Atento
A todos os detalhes
A tudo que se movia
A tudo que eu podia ouvir
Mas você não voltou
Você não voltou...
Cinzas, frio e silêncio
É engraçado né, cara, por quê a gente passa um bom tempo desejando algo e quando enfim consegue...
No meu caso uma mulher, que já tive o prazer de ter em meus braços diversas vezes, mas não a longo prazo. E sempre desejei que fosse minha, somente minha. Hoje, tão perto de conseguir, não vejo mais graça, a chama do desejo que me fazia arder por ela agora é só um fósforo, que quando aceso queima e quando intocado permanece lá, frio e apagado. Não consigo entender tão bem a ponto de explicar, mas sei que nada é como antes. Não pretendo seguir com esse caso, pois não quero ferir um coração que talvez esteja sim, cheio de esperança e sonhos e amor. Talvez esteja pra estar dessa forma, por um triz. Então me calo, e me mantenho frio, pra que hora ela perceba ou sinta, que o calor que antes nos ardia, em mim tornou-se cinzas: apagado e sem vida.
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